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sábado, 11 de abril de 2009

Ponto de Interrogação.

No extenso corredor do tempo existe uma infinidade de portas que nos levam a mundos com suas verdades mais surpreendentes; surpreendentes dentro da nossa concepção de entendimento, claro. Uma das portas com certeza, nos leva a nossa pátria mãe terra.
E por mais que este tempo crie forma, a verdade jamais será corrompida, deturpada ao ser narrada talvez, mas jamais será mudada aos olhos do tempo.
E no nosso tempo onde a existência da humanidade se faz presente, vive a incógnita a procura da verdade. É uma procura constante enraizada na alma, onde esta, entorpecida e aturdida, navega entre idas e vindas dentro de um conhecimento empírico tentando encontrar a salvação. Se pesquisarmos a história de nossa humanidade veremos que o início de tudo, dentro de um campo religioso, é a procura da verdade onde abriga a resposta para a salvação de nossas almas. Só a partir daí que vem a segunda pergunta: "Quando tudo começou?"

Remanescentes de uma, duas e talvez três eras glaciais, o homem saiu das cavernas , da posição antiga que era nômade para viver em grupo e criar uma sociedade coordenada por seus preceitos místicos que passaram de boca em boca através de gerações que viveram ao redor de suas fogueiras no interior de grandes cavernas protegidas pelo intenso frio glacial. Agora no campo, ao relento e a mercê de variações climáticas sob olhares de alguns predadores que viviam a espreita, o homem passou a armazenar alimentos, construir um telhado mais resistente, oferecer oferendas aos deuses que surgiram nas paredes rabiscadas nas cavernas e a demarcar um espaço como dominador.
A partir daí, a mulher o poder e a fé passaram a ser o intenso desejo de consumo que se prolonga até os tempos atuais. Não importa aos meios que se use e nem as desculpas que se apliquem às ações finais de um episódio; o desejo sempre vai ser por uma mulher, por conseguir ou aumentar o poder em possuir ou, induzir, persuadir ou impor aquilo que se acredita fervorosamente nem que se dê a própria vida para isso.
Podemos ver o produto desta absurda filosofia que
reside em nossa genética; A terra morre e ainda sim, o homem não cessa de desejar a mais linda, ter poder nas terras mais férteis e a impor sua crença religiosa.
Quando se pergunta "da onde viemos" devemos saber o que queremos realmente, pois a resposta pode ser: dos rabiscos tortos nas paredes escuras enquanto havia o degelo; dos milhares de deuses que surgiram através dos tempos enquanto o meio ambiente se formava e exigia da espécie o seu melhor; ou de algumas bactérias que viajaram pelo espaço através dos tempos e encontraram aqui um novo lar para a sua complexa e admirável proliferação.


Há sim um engenheiro maior e não importa o nome que melhor o qualifique porque podemos ver a sua engenhosidade na mais ínfima manifestação de vida e não tem nenhum preceito religioso que possa mudar isso.

Fico a pensar se o universo é um ser vivo tão qual o homem em sua existência física. Sim, porque a nossa imagem não deixa de ter a semelhança divina quando se olha as células que compõem os órgãos e os planetas que formam as galáxias. No corpo humano existe a mente assim como em todo o universo existe uma força dominante que reside em tudo e em todos.
Fico a pensar se este ser supremo teria um histórico de evolução; se ele percorreu os mesmo caminhos que hoje o homem desbrava; se já houve dúvidas e medos num conflito pessoal; se hoje ele é o mentor de um corpo extraordinariamente infinito para o homem; e se ele é apenas mais um juntamente com outros mentores de outros universos dentro de universos ainda maiores. Sim, porque quando se olha para baixo e de acôrdo com a evolução de nossa tecnologia, mais microuniversos são encontrados dentro de uma infinidade de possibilidades. E por que não olhando para cima a existência de um teto maior não possa se prolongar? O macrocosmo sempre nos fascinou.


Interessante que o homem sempre vai ficar em dúvida. De uma forma ou de outra ele sempre vai iniciar a sua jornada em algum planeta localizado em algum ponto do universo, pois se a lei da evolução insistir será um fato que neste exato momento um planeta acaba de nascer e um outro acaba de morrer; Neste exato momento uma estrela morre e outra nasce em seu mais lindo esplendor. Neste exato momento um resíduo em forma de bactéria desgarra-se de nossa humanidade e acompanha algum cometa ou meteoro que ali passou. Em algum ponto do universo o nosso registro genético adormece pacientemente na espera do sopro divino e ai, não demorará muito para que seres bípedes marquem a terra com suas pegadas disformes; não demorará muito para que um ser pensante no meio de um grupo perdido e aturdido sob um alvorecer qualquer, se pergunte:
"- De onde viemos?"

sábado, 15 de novembro de 2008

A Perda.


Estou a muito tempo sem o desejo de escrever; E quando isso acontece, silencio-me em pequenos sonhos furtivos nas viagens diárias de idas e vindas no trajeto para o trabalho. São milhares de pensamentos rápidos que passam pela janela do ônibus em movimento e que aguçam a imaginação, mas de nada acrescenta às raízes do espírito.
Mas, eis que me senti motivado em responder a uma colega de trabalho quanto a sua dúvida em seu mais profundo sentimento de repulsa relativo a perda de um ente querido. Ela não entende ou não aceita, o porquê temos de perder alguem tão próximo de nossas vidas. O porquê, alguem que amamos muito, tem de partir um dia. Na hora, senti vontade de lhe dizer que tambem não entendo o porquê, o Pai todo poderoso, permitiu a morte e sofrimento de seu filho chamado Jesus; Um dia ele teria que morrer, mas daquele jeito? Deus, o pai de todos, não lhe deveria privar deste sofrimento? Não poderia realmente afastar-lhe este cálice?

Sabe, parece que tudo que conhecemos da vida nasceu no exato momento do desabrochar de nossa consciência, mas a verdade, é que esta certeza embaça a realidade que nos rodeia, pois o início das leis de todo o universo explodiram sistematicamente quando se fêz vida há bilhões e bilhões de anos atrás em um ponto remoto do inimaginável. Antes mesmo de nossa mãe terra existir, estas mesmas leis já existiam cobrando do "ato" feito, um preço frio chamado "reação". Ou seja, no universo, toda ação tem uma reação. Consequentemente, esta lei dentro da natureza, em particular sobre a evolução das espécies, produz um efeito fantástico quanto a adaptação ao meio ambiente em que se vive. Se parar pra pensar dentro deste conceito não-religioso, vamos descobrir que os acontecimentos não são divinos ou satânicos, mas sim o produto de consequências de um série de fatos manipulados por uma matemática natural.
Se assim não fosse, a pressão atmosférica que lhe exece esmagaria o corpo em segundos, a própria água que nos sacia a sêde, derreteria as entranhas transformando-as num mingau por causa do cloro que ela contem, o mundo selvagem dos micros organismos invadiria o corpo destroçando-o em uma casca morta e sêca, o sol que dá vida queimaria fatalmente a carne, os ossos e a alma. Mas não, os nossos antepassados nos deram uma herança genética maravilhosa através do tempo, de um longo e longo tempo que foge a mais estrondosa imaginação e não há nada de religioso nisso tudo, mas um fantástico processo de seleção onde o melhor sobrevive e o pior fica pelo caminho. Há sim, as grandes obras que foram feitas e as leis que as regem e isso foi o ato de uma inteligência superior de um ser que podemos chamá-lo com toda convicção de Deus.

Olhar pra vida é ver a mão de Deus em tudo e em todos. Em tudo que se vê e o que não se vê. A morte não é nada mais do que a continuidade de espécie, e o sentimento, o produto de uma consciência racional, cheia de desejos, carências, lembranças e individualidades.

Por isso, tenho a nítida certeza de afirmar, que a evolução continua mesmo depois de nossa morte. Pois a essência da vida que sustenta as nossas almas não se extingui quando o corpo deixa de existir, mas se transforma para melhor. Sempre para melhor. NÃO ACEITAR A MORTE É NÃO ACEITAR A VIDA.

Mais uma vêz afirmo, tudo que nos rodeia está em eterna transformação e sempre para melhor. Nada deixa de existir e fica estagnado no tempo. Nada se cria, mas se transforma.
E o que é de mais maravilhoso, é quando a transformação acontece em vida; É quando compreendemos que Deus é mais maravilhoso ainda do que podemos supor, pois quando pensamos que a vida deixa de existir, é quando extraordinariamente ela se inicia.


obs.: Para a dona Kátia.